Sunday, 11 July 2010
Sunday, 20 June 2010
His Architecture
Ao fundo, o monumento às montanhas da cidade do Lubango, nestes postais antigos.
Estórias com ele (4)
"Olhar bondoso e de uma perspicácia acutilante, o arquitecto, professor no Liceu Diogo Cão na então cidade de Sá da Bandeira, José Frederico Drummond Ludovice apercebia-se com sagacidade das competências, ou não, dos jovens que leccionava com a mestria que o caracterizava. Sabedor que era do porquê das dificuldades de alguns, do não querer fazer e do não ser capaz de saber fazer, o Meu Professor, motivava através do humor, ritmando as aprendizagens dos pequenos aprendizes que se debatiam entre o ser capaz e o querer fazer-se ser capaz.
No seu palco de teatralidade docente, que o teve, para captar uma difícil audiência que por vezes, quando não muitas vezes, alheava-se dos saberes escolares, foi protagonista com papel principal sem nunca o ter usado com sobranceria. Pelo contrário, a humildade foi uma outra característica que lhe reconheci, pois valorizava o mais simples dos trabalhos, traçados e pintados com uma paleta de cores própria de cada um que exteriorizava a sua individualidade. Não tendo o aluno a destreza do traço ou a noção da proporcionalidade, o Professor levava-o a recorrer a outras soluções ou recorria ele mesmo à desdramatização da angústia da incompetência.
Olhando para as suas mãos pude lembrar-me das vezes que, pacientemente, me ajudou a tomar o rumo das medidas para eu fazer desenho à vista, tão necessário para que se possa traçar linhas da arquitectura que ele tão bem deixou no Lubango, numa atitude de amor que nutriu pelo espaço que viu nascer os seus filhos.
Hoje sinto a saudade, mas não me falta a memória…"
Filomena Malva
5/30/2008
Obrigada Filomena..
Thursday, 3 June 2010
Estórias com ele (3)
« Um dia, ao cair da tarde, o teu pai convidou-me para ir a sua casa. Sentámo-nos na varanda e ele explicou-me que a tinha construído com uns varões que imitavam as cordas de uma harpa. Naquele momento em que, como diz Pessoa, "de repente, tudo se recolhe, tudo perde as arestas e as cores, e a lua começa a ser real", o teu pai fez-me ouvir a música que o vento fazia ao passar pelos varões. Juro que a ouvi. »
(Relato de Eduardo Homem sobre um encontro, no Lubango)
Obgda Eduardo!
Wednesday, 12 May 2010
Estórias com ele (2)
A história da Tomada da Bastilha.
(Algumas histórias eram inventadas por ele a propósito de pessoas reais, outras aconteciam mesmo)
Esta história tantas vezes contada pelo pai, foi-me contada em 2010 por um seu amigo, Eduardo Homem, a quem o pai tinha contado várias histórias suas.
No 1º dia de viagem para Angola, a bordo do paquete X, o seu pai ficou à mesa, no salão de jantar, com um casal idoso. O marido era surdo. A meio do jantar, a esposa anunciou que ia tomar uma pastilha para o enjôo. O marido começou a resmungar e, a certa altura, diz para o seu pai: meu caro senhor, não faça caso da minha mulher. Está obcecada com a Tomada da Bastilha desde que embarcámos. Vá-se lá saber a razão.
(Algumas histórias eram inventadas por ele a propósito de pessoas reais, outras aconteciam mesmo)
Esta história tantas vezes contada pelo pai, foi-me contada em 2010 por um seu amigo, Eduardo Homem, a quem o pai tinha contado várias histórias suas.
Saturday, 8 May 2010
Thursday, 29 April 2010
Wednesday, 28 April 2010
Friday, 19 March 2010
Ao meu Pai..
Estou ainda em longa viagem, Pai.
Há dois anos que não deixo os meus olhos concentrarem-se no teu sorriso e não te encontro no sofá de baloiço na varanda, a esticares os teus brilhos para o horizonte verde nem me deparo com esses sonhos todos nas abas dos teus gestos, neles pendurados como animais teimosos enquanto sobre as teclas do piano, os teus braços e mãos valsam.
Pois é Pai, isto das viagens, é todo um mundo.
Apesar de ter tempo, é-me penoso usar algum dos meios de comunicação acessíveis a qualquer um, para apenas ouvir a tua voz. Não o tenho feito, estar em viagem não é fácil como o sabes.
Sim, tenho tido momentos de mão no queixo em algum sítio, e lá andas tu como em casa pelos meus pensamentos a espreitar aqui e ali nessa curiosidade de mais velho, que sabe que o mundo está sempre a mudar. Por vezes, apareces nalgum sonho a meio das minhas noites andantes cheias de desluas ou de luminosidades tão absolutas Pai, que é logo em ti que penso para naquele momento vermos o mesmo.
Viajo há dois anos Pai, e como te disse não é por falta de minutos e horas, que tenho adiado um postal que fosse, mas é como se me quisesse convencer que o facto de poder pensar em alguém é já beijá-lo e levar-lhe todo o meu último mundo; deve parecer-te um pensamento meio estranho, mas por sinal é até de grande utilidade e anima-me nesta viagem que se estende faz hoje, precisamente dois anos.
Hás-de perdoar, este meu silencio. Talvez tenhas já sentido o beijo.
Sim Pai, não foste tu que morreste... sou eu que ando por fora faz tempo.
G.ludovice
Tuesday, 9 March 2010
Music
Thursday, 18 February 2010
MUSIC
Wednesday, 6 January 2010
His designs
Thursday, 3 December 2009
Friday, 16 October 2009
Saturday, 23 May 2009
Dos seus Projectos.. His Architecture
in:Youtube
Father built his dreams, life and family here in this african city, Lubango in Angola.
In this little film from youtube, we can fin some of his architcture works there.
Father always loved this city more than his own original city, Lisbon.
Este é uma visão da cidade do Lubango onde José Ludovice viveu dezassete anos e onde construiu a sua vida e a sua família.
Neste amostra da região, podem-se ver alguns trabalhos arquitectónicos seus.
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